terça-feira, 9 de outubro de 2012

Exército de Terracota

Estar perto de imagens com mais de 2000 anos é uma experiência inexplicável. 

Isto era o que eu queria muito ver. Foi um sonho tornado realidade que me encheu o coração e fez com que valesse a pena as horas de voo e o cansaço. Esta visão paga toda a viagem e acreditem que lá dentro vivesse uma atmosfera descontraída mas de respeito. Sente-se a história a respirar nos poros, imagina-se as vidas, enfim, é uma viagem no tempo.

Estas imagens, tesouros e objectos artísticos foram enterradas perto do mausoléu do primeiro imperador (e com ele) da dinastia Qin em 210 AC e foram descobertas em 1974 por agricultores que escavavam um poço de água no monte Lishan, uma elevação de terra feita por mãos humanas. Juntamente com as imagens estavam uma réplica do mundo onde pedras preciosas representavam os astros, as pérolas os planetas e lagos de mercúrio os mares. A tumba ainda não foi devidamente explorada porque se teme que a erosão a possa danificar como já aconteceu a muitos tesouros por toda a China e aqui.

Este mausoléu pode ter demorado 38 anos a ser construído e necessitou de cerca de 700.000 trabalhadores em várias áreas. Foi construído para servir de palácio ou corte, está dividido em vários ambientes, estruturas e salas e cercado por uma muralha e vários portões. Seria protegido por um exército de soldados terracota mas aqui foram encontrados os restos mortais de artesãos e as suas ferramentas o que leva a pensar que foram enterrados ali para não revelarem as entradas e riquezas.

As escavações ainda decorrem, não só porque são muitos, mas também porque o material é frágil e de difícil preservação porque a terra era assada em fornos a baixas temperaturas. Após serem queimados eram cobertos com laca para aumentar a durabilidade e coloridas para aumentar o seu realismo.

Até agora foram descobertos cerca de 9000 soldados, arqueiros e oficiais em posses naturais, com armas reais como lanças, arcos, carruagens, etc..




sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A Grande Muralha

A Muralha da China foi construída durante a China Imperial para fins militares

São diversas muralhas que foram sendo construídas e unificadas ao longo de várias Dinastias durante quase 2 milénios. A ideia foi unir os sete reinos do país, fortificando a muralha de forma a facilitar a defesa das populações, impedindo ou dificultando as incursões de mongóis e outros povos.

A Muralha perdeu a sua função estratégica no séc XVI e é abandonada em 1664. Em 1982, Den Xiaoping, atribui á Muralha um valor simbológico de imagem do seu povo e inicia obras de restauro. A sua requalificação para atracção turística sem normas e falta de critérios técnicos (ex: em alguns locais foi aplico cimento me vez de argamassa) levantaram algumas criticas.

Cerca de 80%, dos aproximados um milhão de chineses, que terão participado na construção de  20 mil quilómetros de paredes (soldados, camponeses e prisioneiros) terão morrido de fome e frio. A sua estrutura não é una mas varia de acordo com a região em que é construída, materiais usados, condições de relevo, projectos, técnicas de construção, situação militar de cada Dinastia. 

A muralha tem cerca de 40 mil torres que permitiam observar a aproximação e movimentação inimiga. Devido á distância que tinham umas das outras as sentinelas, para comunicar, usavam bandeiras coloridas, sinais de fumo e fogo (ex: Durante a Dinastia Ming, 1 sinal de fumaça e 1 tiro significava a aproximação de 100 inimigos, 2 sinais de fumaça acompanhados de 2 tiros eram o alerta para 500 inimigos, e 3 sinais de fumaça com 3 tiros para mais de 1000 inimigos

Uma das vantagens da minha guia ser de uma agência governamental foi que a nossa camioneta foi mesmo até á  porta da muralha, todas as outras ficavam muito abaixo e a subida até ao local de entrada era necessitava de bastantes minutos e alguma coragem. Quando lá chegámos um dos militares "endireitou-se" logo mas a guia tirou a bandeira e ele deu um ligeiro sorriso. Não percebi se era preciso algum tipo de permissão para passear nas muralhas visto eu ter visto alguns turistas por conta própria.

A guia contou-nos algumas histórias sobre a muralha, deu-nos um horário para o ponto de encontro e deu-nos 2 possibilidades diferentes de conhecer a Muralha: de um lado era mais fácil porque tinha poucas subidas e pouco íngremes e o outro era mais difícil pelos motivos contrários. Nós e os brasileiros optamos pela subida mais difícil porque não tinha turistas e fartamos-nos de andar e andar e andar só para ver pedras, nevoeiro, montes e árvores. Foi muito giro.

Um chinês foi apanhado por outro a fumar na Muralha, o que é uma grande irresponsabilidade porque se aquilo pega fogo é uma desgraça ilimitada e sem pestanejar deu-lhe o tabaco e o isqueiro - foi aqui que nos apercebemos da quantidade de paisanas que existem na China em todos os locais e com vários aspectos sociais.





terça-feira, 25 de setembro de 2012

Vidigueira

Existem aldeias que parecem iguais umas ás outras, parece que não saímos do mesmo local e com o calor nem do carro. Se existe mais alguma coisa não sei porque o calor moldou-me a vontade para a vontade de não fazer nada.



Igreja de Vila Ruiva

Existem coisas, espaços, ambienteslocalidades perdias no meio da terra de ninguém por onde se passa que só se vê por milagre mas que proporcionam imagens e momentos irreversivelmente belos, mesmo que só nas nossas mentes e ás vezes gostamos de algo sem percebermos porquê.

Esta bela igreja gótica, que chamou a muita atenção, estava fechada e fica situada em Vila Ruiva que foi conquistada no séc. XIII, no reinado de D. Sancho I e foi sede de concelho até ao inicio do século XIX. 





segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Viana do Alentejo


O Castelo ocupa uma posição dominante na parte antiga da vila. É considerado um dos mais notáveis conjuntos arquitectónicos fortificados do final do período gótico. O seu nome está ligado aos primeiros condes que se destacaram nas campanhas portugueses do século XV em Marrocos.

Em 1279 D. Dinis de Portugal toma posse destes domínios e iniciam-se as obras de construção do castelo e da cerca da vila. Em 1314 D. Dinis doa-o ao seu filho Afonso IV com a cláusula de só o puder trespassar á esposa, a Infanta D. Beatriz, o que aconteceu em 1357 pouco antes de falecer.

João II de Portugal transferiu as cortes para Viana porque as suas defesas estavam remodeladas. Em 1489 Viana foi escolhida para as festividades das bodas do príncipe D. Afonso com a Infanta D. Isabel de Castela e a Igreja Matriz foi remodelada.

Manuel I de Portugal continuou com as obras, mas nos séculos seguintes pontos de referência do castelo foram desaparecendo. Ex: pontes que davam acesso ao castelo e fossos envolventes.

Viana do Alentejo é mais uma típica vila com casas, ruas e pessoas iguais a tantas outras que podemos encontrar no nosso grande e típico Alentejo mas onde se pode destacar este aparentemente magnifico castelo, e, digo aparentemente porque á hora que cheguei estava quase a fechar, pelo que, não compensava comprar o bilhete para ver o seu interior, mas pelo que pesquisei na Internet também não sei se valeria a pena.



Nossa Senhora de Aires - Viana do Alentejo


O maior Templo Mariano do Sul do país. Desde que em 1748 aqui se iniciou o culto mariano que acontece uma romaria.

A principal romaria é uma feira franca com alvará desde 1751 e ocorre no quarto Domingo de Setembro, levando a imagem da Virgem em procissão á volta do templo.

A romaria a cavalo é uma tradição que foi abandonada há 70 anos (recuperada em 2001) quando os lavradores e agriculturas aqui se deslocavam com os seus animais para pedir protecção para o gado e boas colheitas. Realiza-se  no quarto fim de semana de Abril pela antiga canada real ou estrada dos espanhóis num total de 120 km, onde se transporta a Virgem.




Cervejaria "O Preguinho da Muralha"


Mesmo á entrada de Mértola encontrei o Preguinho, ainda dei umas voltas á procura de outro mas quando perguntei a 2 locais onde podia comer bem e barato (mania que adquiri) foi para aqui que me enviaram e não me enviaram nada mal. tem ar de café de 2ª mas é muito limpo e comesse muito bem e a bom preço.


O Preguinho da Muralha tem página no Facebook.


Mértola


Parei para almoçar em Mértola que foi um importante porto fluvial. 
Na altura da Reconquista Cristã só foi conquistada no reinado de Sancho II em 1238 e agora é conhecida pela caça e que bela caça eu comi.







sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Beja

A cidade de Beja pode ter sido fundada no ano 400 a.c pelos Celtas e os Cartagineses estabeleceram-se lá muito tempo. As primeiras referências escritas e objectivas sobre a mesma apparecem no século II a. C em relatos de Ptolomeu.

A cidade albergou uma das 4 chancelarias da Lusitânia criadas por Augusto e adquiriu tal importância na era romana que por lá passa uma via romana. Em 1162 passou para os Árabes que lhe alteraram o nome para o actual. Conquistada pelo cristãos no mesmo ano recebeu foram em 1524.

O touro representado no brasão devesse á lenda de que uma serpente assassina foi morta por um touro envenenado deixado na floresta pela população.  








quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Alvito

Durante o século I foi ocupado pelos romanos e posteriormente pelos visigodos e muçulmanos

Foi conquistada pelos portugueses em 1234 e D. Dinis confirma o seu foral a 1 de Agosto de 1280.
Em 1475, após D. Afonso V conceder a Dr. João Fernandes da Silveira o titulo de barão, passa a ser a chave da baronia em Portugal.
Com um crescimento acentuado e forte desenvolvimento populacional passa também a ser um dos principais centros politico-económicos do Alentejo.



quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Cuba

Em 2006 foi inaugurada uma estátua em homenagem ao Descobridor Cristóvão Colombo, talvez porque segundo defende o historiador Mascarenhas Barreto, aqui terá nascido o almirante em 1448, filho ilegítimo do Infante D. Fernando e da indocumentada Isabel Zarco. 

O seu verdadeiro nome teria sido Salvador Fernandes Zarco. Alegadamente neto materno ilegítimo do navegador João Gonçalves Zarco e adoptou o nome castelhano de Cristóbal Colón como código de guerra, espionando ao serviço de D. João II.

A terra foi uma desilusão bastante desinteressante, para mim, tanto se fala e nada se vê.



terça-feira, 4 de setembro de 2012

Palácio de Verão

Palácio de Verão significa Jardim da Harmonia Cultivada.

Em 1888 foi-lhe dado o actual nome e ficou mais conhecido por ter servido de refúgio de Verão à Venerável Imperatriz Cixi, Imperatriz Viúva Tseu-Hi ou Imperatriz Viúva Tzu-hsi que era muito poderosa e  que não oficialmente governou a China durante 47 anos e até sua morte em 1908.

Ela era uma das concubinas de status inferior do Imperador Xianfeng. Em 1856, deu à luz o único filho do imperador mas com seis anos de idade o pai morreu e ele tornou-se Imperador. Um golpe de estado leva Cixi ao poder. 

No princípio tentou combater a corrupção mas a ocorrência de grandes levantes populares a norte e a sul e terminaram, por sua ordem, com grande brutalidade, o que a fez perder alguma popularidade. Ela era ou uma grande amiga ou um inimigo terrível, estava com fome de poder e era cruel. Vir de uma família de classe média e transformar-se numa imperatriz viúva afectou a vida chinesa para sempre.

Quando o imperador a escolheu para dormir pediu para ela ser escoltada até ao seu quarto por eunucos que foram deixados nus, ao pé da cama, para garantir que nenhuma arma fosse levada para o quarto. O imperador teve muitas esposas e concubinas, mas só Tzu-Hsi deu-lhe um filho homem. Após o nascimento do filho ela mudou-se no palácio e após a morte do seu marido foi-lhe dado o título de Imperatriz do Palácio Ocidental - Tzu-Hsi era a imperatriz viúva.

As suas relações com o imperador falecido nunca foram gratificantes porque houve sempre uma luta pelo poder entre eles. Quando o imperador morreu em 1861, seu filho, Chih, tornou-se o Imperador, mas, com o apoio de eunucos revolucionários, a imperatriz assumiu o controle do governo. Como ainda não podia governar abertamente pronunciava-se através do filho. 

Quando ele completou 17 anos o reinado da Imperatriz chega ao fim. Mas cedenta de poder ela escolhe uma esposa e quatro concubinas para mantê-lo ocupado o suficiente para que ela pudesse continuar a governar. O imperador morre de doença venérea em 1875 e Tzu-Hsi torna-se mais uma vez e oficialmente, governante mas iria perder esse cargo se a concubina do seu filho desse á luz o filho que trazia no ventre, o que misteriosamente nunca aconteceu porque a concubina apareceu morta.

A Rebelião dos Boxers de 1900 foi um ponto de viragem fundamental no seu reinado. A Rebelião dos Boxers com o seu apoio e dirigido por uma sociedade secreta de pobres chineses que culpavam os ocidentais e seu imperialismo por serem pobres. No início de 1900, os Boxers atacaram missionários ocidentais e comerciantes, bem como o local, em Pequim, onde os estrangeiros viviam, começando um cerco que durou oito semanas. 
A 14 de Agosto as milhares de tropas dos exércitos aliados das potências imperialistas ocidentais capturadas Pequim terminaram com o cerco. Tzu-Hsi decidiu fugir da cidade com o filho imperador. A Rebelião dos Boxers acabou, pelo menos, com a morte de 250 estrangeiros e com a China a aceitar um acordo de paz humilhante.

Quando volta à cidade, em 1901, trás uma perspectiva totalmente nova. Agora era a favor da modernização da China e em fazer reformas morais e sociais. A imperatriz prometeu uma constituição e um governo representativo mas a promessa veio um pouco tarde demais. Em 1908, Tzu-Hsi sofreu um derrame e percebendo que estava a morrer começou a pensar sobre na sucessão - escolheu o sobrinho de três anos, P'u Yi. 

Após sua morte ela foi enterrada com esplendor, coberta de diamantes, que sempre foram a sua grande paixão em vida. Em 1928, revolucionários explodiram o seu túmulo, saquearam e profanaram o corpo dela.

Se o povo gostava dela ou não, isso não lhe tira o papel central que desempenhou na história da China. Durante a sua vida na política, Tzu-Hsi foi inteligente e magistral mas a sua mentalidade estreita e ultra-conservadora adiou o que a China precisava fazer para manter o ritmo com o resto do mundo. No momento em que ela percebeu, já era tarde demais. 





Adorei conhecer este Jardim e só lamento não ter lá ficado mais tempo para descobrir novos recantos e encantos. Fico fascinada quando penso que á tão pouco tempo, um outro pais, vivia uma outra qualquer realidade  completamente diferente da ocidental e digna do mais belo conto de fadas e histórias míticas.



A árvore está envolta em tecido para não se constipar. Não riam que é verdade!!! 
Como o frio é muito, existe o costume de tapar as árvores, envolvendo-as com tecido ou prendendo-lhes palha à volta, para que não se estraguem e queimem com o gelo.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Praça de Tian'anmen e a Cidade Proibida


A Praça da Paz Celestial é das 3 maiores no Mundo. Foi concebida pelo governo comunista em 1949 como símbolo da Nova China e para albergar actos políticos de enorme envergadura.

Estar nesta praça é imediatamente visualizar outros acontecimentos e outro mundo. Vê-se o massacre e em milésimos de segundos vê-se um resumo da história da China. 

Outro Mundo abriu-nos as portas, deixou-nos entrar e nós aceitámos.

Estar nesta praça é estar num sitio extremamente bem guardado cheio de policias e câmaras de filmar. Dar um passo em frente na Praça em direcção á Cidade Proibida é ter de consentir em ser revistado e permitir que as malas passem pelo raio X. Ninguém entra sem passar por este escrutínio.

Tive a sorte de encontrar a Praça praticamente vazia, não só pela hora mas também pela altura em que a visitei. O maior número de turistas que vi foi sem duvida chineses, eles passeiam muito dentro do seu próprio país por vários motivos e como são muitos parecem as nossas escolas com bonés de várias cores para melhor se puderem identificar os grupos. 

Os turistas ocidentais, acompanhados de guias, seguem a regra da bandeirinha com determinada cor. Os guias chineses adoptam nomes ocidentais porque não conseguimos pronunciar ou lembrar-mo-nos dos nomes deles. A nossa tinha um nome que suava a Branca pelo que se denominou de Blanca (de Neve) e foi a única que decorrei.




O render da guarda é um exercício de alguma paciência e muito meticuloso. Existem espelhos para eles ensaiarem os movimentos.




Ainda estamos na Praça da Paz Celestial, já passámos a revista e estamos á porta da Cidade Proibida.




Entrar na Cidade Proibida Púrpura é entrar no Mundo do faz de conta de histórias de encantar com príncipes, princesas, eunucos, escravos e guerras palaciais e lá nisso a nossa guia foi espectacular porque passou a visita a contar histórias que atravessaram todas a dinastias e foi até aos nossos dias, onde a restauração com técnicas antigas está a ser combinada com a tecnologia moderna e não é aprovada por muitos porque os tons que estão a ser aplicados, nas cores, não correspondem á realidade na altura da construção mas sim aos tons aplicados nos filmes.

Esta cidade foi o Palácio Imperial durante 5 séculos, era o centro politico do governo chinês. Só era permitida a entrada do imperador, da sua família e empregados com autorização especial. Qualquer outra pessoa que tentasse passar as suas muralhas, sem permissão, era automaticamente executada.

Destas 9.999 divisões, que fazem dele o maior palácio do mundo, saíram as ordens que comandaram o império mais populoso da Terra. Este Património Mundial da Humanidade com cerca de, actualmente, quase 1000 edifícios é o maior conjunto de extruturas de madeira do Mundo.




Com a queda do Ultimo Imperador em 1912 (Puyi - cujo filme todos conhecemos e cuja descendêmcia ainda hoje vive na China), a cidade Proibida perde o estatuto de capital do Império Chinês e é aberta ao público em 1925. 

Segundo um acordo assinado com novo governo da República da China e apesar de alguma controvérsia, Puyi e a sua família mantiveram o uso do Pátio Interior. A controvérsia aumentou quando Puyi ordenou uma auditoria às colecções do palácio porque foi-lhe dito que os eunucos estavam a levar coisas do palácio e a vendê-las. Antes da auditoria começar, um incêndio consumiu os jardins do "Palácio da Prosperidade Estabelecida".

Com a ofensiva japonesa, em 1931, são retirados do palácio milhares de caixas contendo objectos da Cidade Proibida. No final da Segunda Guerra Mundial os artefactos foram levados para Nanjing e Pequim. Em 1947 foi ordenado que os artefactos fossem levados para Taiwan. Nenhuma peça saiu de Pequim mas de Nanjing sairam muitas colecçãoes que ainda hoje permanecem em Taiwan.

Os chineses, são muito ciosos da sua história e de tudo o que a envolve e apesar de não ser conhecimento público eles tem vindo a reclamar pedaços da história que lhes foram roubados por diversos invasores ao longo dos séculos e guardam mágoa em relação á não devolução do que consideram deles.

Actualmente e após várias transformações, destruições e saques não se pode construir ao lado da Cidade Proibida e está a ser feito um enorme esforço para reparar e restaurar todos os edifícios devolvendo-os ao ano de 1912.




O amarelo era a cor do Imperador e não podia ser usada por mais ninguém. 
O preto está associado á água. 
O verde com o crescimento.
As galerias dos pátios interiores e exteriores são em grupos de 3 formando um trigrama que representa o Céu.  As residências do Pátio Interior são em grupos de 6 que representa a Terra.

Os 3 ou 5 leões/estatuetas nos telhados dos edifícios significam que o edifício é secundário. A Galeria da Suprema Harmonia tem 10 e era o único edifício nos tempos imperiais a ter tal permissão, pelo que não o vai encontrar noutro local.

Os pilares mais importantes das galerias foram feitos com madeira das selvas do sudoeste chinês.

Para se transportar as pedras grandes houve a necessidade de escavar cavidades ao longo do caminho que depois de gelada  como meio de transporte porque as pedras deslizavam.

Cada lote dos pisos das galerias demorou meses a cozer para que o seu som fosse metálico. Em muitos locais já não é permitida a entrada aos turistas porque os pavimentos ainda são os originais, têm 5 séculos.

O Palácio Museu tem cerca de 320.000 peças de porcelana da colecção imperial, o resto está noutros locais; tem quase 50.000 pinturas que não representam a totalidade do espólio porque uma parte delas perdeu-se e depois da abdicação, Puyi, retirou algumas do palácio que estão perdidas ou foram destruídas; tem 10.000 peças de bronze onde uma grande parte são cerimoniais da Corte Imperial; tem 30.000 peças de Jade, grande parte da colecção imperial. As primeiras peças são do período neolítico; tem coisas usadas pela Família Imperial e pelo palácio na vida quotidiana, elementos cerimoniais e burocráticos.

Já disse que é tudo feito à mão???


Ponha a mão no leão e peça um desejo - dá sorte.